Julho verde reforça luta de prevenção ao câncer de cabeça e pescoço

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Diagnóstico precoce possibilita a chance de cura em até 80%

Os tumores de cabeça e pescoço são o alvo do julho verde que une forças em torno de campanha de conscientização sobre a doença e prevenção. Dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA, apontam que o tumor nestas regiões está hoje entre os cinco tipos malignos mais frequentes entre os homens brasileiros, atrás somente do câncer de próstata. A boa notícia é que o diagnóstico precoce permite que mais de 80% dos casos tenham cura.

Outro alerta de estatística divulgada pelo Inca é que a incidência de câncer no Brasil em 2018 deve ficar em torno de 600 mil novos casos, com estimativa de três em cada 10 tumores diagnosticados relacionados a hábitos evitáveis, como tabagismo (agente causador de 30% de diversos tipos de câncer, incluindo boca, laringe, faringe, esôfago, segundo números da Organização Mundial de Saúde – OMS) e consumo de álcool, ambos diretamente relacionados aos cânceres da região da cabeça de do pescoço. Os números do instituto indicam ainda que a estimativa de surgimento de novos casos de tumores da região é: cavidade oral 11.2 mil, esôfago 8, 24 mil e 6,39 laringe – todos entre os 10 mais frequentes entre homens.

Os principais fatores de risco são, além da má alimentação, o consumo de álcool e o tabagismo, aumentando em até 20 vezes a possibilidade de uma pessoa saudável desenvolver algum tipo de câncer na região. Outros fatores também estão associados ao aparecimento da doença, como as infecções virais (em particular, o HPV, papilomavírus humano), exposição solar e má higiene oral. O consumo de determinados alimentos – como produtos em conserva – pode influenciar no desenvolvimento do câncer de nasofaringe, por exemplo.

O tratamento – dependendo da localização, características e extensão do tumor – pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, realizadas isoladamente ou em combinação. Para aumentar as chances de cura é preciso estar atento aos primeiros sinais como lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca, bochecha, nódulos no pescoço e/ou rouquidão persistente. Nos casos mais avançados observa-se dificuldade de mastigação e de engolir, dificuldade na fala, sensação de que há algo preso na garganta.