O Agosto Branco é o mês de conscientização sobre o câncer de pulmão. A campanha chama a atenção para a prevenção, os fatores de risco, os sintomas que merecem atenção e a importância do diagnóstico precoce.

O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença, mas não é o único. Pessoas que nunca fumaram também podem desenvolver câncer de pulmão.

Por isso, conhecer os fatores de risco e saber quando procurar avaliação médica é importante tanto para fumantes e ex fumantes quanto para pessoas que nunca tiveram contato direto com o cigarro.

Somente quem fuma pode ter câncer de pulmão?

Não. O cigarro está relacionado à maioria dos casos de câncer de pulmão, mas a doença também pode ocorrer em pessoas que nunca fumaram.

Além do tabagismo, outros fatores podem aumentar o risco, como:

• exposição passiva à fumaça do cigarro;
• exposição à poluição do ar;
• contato ocupacional com determinadas substâncias cancerígenas;
• exposição ao radônio;
• histórico familiar de câncer de pulmão;
• determinadas alterações genéticas associadas ao desenvolvimento do tumor.

Ter um ou mais fatores de risco não significa que uma pessoa necessariamente desenvolverá a doença. Da mesma forma, nunca ter fumado não elimina completamente a possibilidade de câncer de pulmão.

Quais são os sintomas do câncer de pulmão?

Em suas fases iniciais, o câncer de pulmão pode não provocar sintomas. Quando eles aparecem, alguns dos sinais mais comuns são:

• tosse persistente ou mudança no padrão de uma tosse já existente;
• falta de ar;
• dor no peito;
• rouquidão persistente;
• presença de sangue no escarro;
• perda de peso sem causa aparente;
• cansaço persistente.

Esses sintomas também podem estar relacionados a diversas outras condições respiratórias e não significam necessariamente câncer.

No entanto, quando persistem ou apresentam mudanças importantes, é recomendável procurar avaliação médica para investigar a causa.

Como é feito o diagnóstico do câncer de pulmão?

A investigação começa pela avaliação clínica, considerando os sintomas, o histórico de saúde e os fatores de risco de cada paciente.

Quando necessário, o médico pode solicitar exames de imagem, como a tomografia computadorizada do tórax.

Caso seja identificada uma alteração suspeita, outros exames podem ser necessários para confirmar ou descartar o diagnóstico. Quando há confirmação de câncer, exames adicionais também ajudam a identificar as características do tumor e a extensão da doença, informações importantes para a definição do tratamento.

Nenhum resultado deve ser interpretado isoladamente. O diagnóstico considera o conjunto de informações clínicas e os exames realizados.

Existe rastreamento para câncer de pulmão?

Sim, mas ele não é indicado para todas as pessoas.

O rastreamento pode ser recomendado para determinados grupos considerados de maior risco, principalmente de acordo com idade, histórico e intensidade do tabagismo.

Quando indicado, o exame utilizado é a tomografia computadorizada de tórax de baixa dose.

Por isso, pessoas com histórico significativo de tabagismo devem conversar com o médico para avaliar individualmente se existe indicação de rastreamento.

É possível prevenir o câncer de pulmão?

A medida mais importante para reduzir o risco é não fumar. Para quem fuma, interromper o tabagismo traz benefícios à saúde e reduz progressivamente o risco de desenvolver diversas doenças relacionadas ao cigarro.

Também são importantes medidas como evitar a exposição à fumaça do cigarro e utilizar equipamentos e protocolos adequados de proteção quando houver exposição ocupacional a substâncias cancerígenas.

Além da prevenção, reconhecer sintomas persistentes e realizar acompanhamento médico quando indicado pode contribuir para que alterações sejam investigadas mais cedo.

Agosto Branco reforça a importância da informação

O câncer de pulmão não é uma doença exclusiva de quem fuma. Embora o tabagismo continue sendo seu principal fator de risco, existem outros fatores envolvidos no desenvolvimento da doença.

Durante o Agosto Branco, a conscientização ajuda a combater essa percepção equivocada e reforça a importância da prevenção e da atenção aos sinais do organismo.

Na Onkológica, informação também faz parte do cuidado. Diante de sintomas persistentes ou fatores de risco para câncer de pulmão, procure avaliação médica.

Estas informações têm caráter educativo e não substituem a avaliação individual realizada por um profissional de saúde.

Dra. Juliana Lorenzoni Althoff
Diretora Técnica Médica
CRM 12765 | RQE 6239