O Mounjaro, medicamento cujo princípio ativo é a tirzepatida, vem ganhando destaque no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle da obesidade. Com isso, muitas dúvidas começaram a surgir entre pacientes em tratamento contra o câncer: afinal, pacientes oncológicos podem usar Mounjaro?
A resposta depende de diversos fatores e precisa ser avaliada individualmente pela equipe médica.
O que é o Mounjaro?
O Mounjaro é uma medicação injetável que atua no controle da glicemia e da saciedade. Na prática, ele ajuda a reduzir o apetite, melhorar o controle do açúcar no sangue e favorecer a perda de peso.
Por isso, passou a ser bastante procurado tanto por pacientes com diabetes quanto por pessoas em tratamento da obesidade.
Pacientes com câncer podem usar?
Em alguns casos, sim. Mas o uso precisa de cautela.
Muitos pacientes oncológicos já enfrentam perda de peso, redução do apetite, náuseas, vômitos e perda de massa muscular durante o tratamento. Como o Mounjaro também pode causar sintomas gastrointestinais e diminuição do apetite, ele pode não ser indicado para todos.
Pacientes com risco de desnutrição, fraqueza importante ou perda de peso involuntária precisam de atenção ainda maior.
Quais efeitos colaterais merecem atenção?
Os efeitos mais comuns do Mounjaro incluem:
- náuseas
- vômitos
- diarreia
- constipação
- dor abdominal
- redução do apetite
Em pacientes que já estão realizando quimioterapia ou outros tratamentos oncológicos, esses sintomas podem se somar e impactar diretamente a alimentação, hidratação e qualidade de vida.
Mounjaro aumenta risco de câncer?
Até o momento, não existem evidências que comprovem aumento geral do risco de câncer em humanos pelo uso do Mounjaro.
No entanto, o medicamento possui contraindicação para pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2).
Por isso, a avaliação médica antes do uso é fundamental.
Durante a quimioterapia pode usar?
Depende do quadro clínico do paciente.
Durante a quimioterapia, muitas pessoas já apresentam fadiga, perda de apetite e alterações digestivas. Em alguns casos, adicionar uma medicação que favorece perda de peso pode não ser a melhor estratégia.
Além disso, em oncologia, manter força, massa muscular e bom estado nutricional costuma ser extremamente importante para a tolerância ao tratamento e recuperação do paciente.
O Mounjaro pode ser uma ferramenta importante no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Porém, em pacientes oncológicos, seu uso deve ser cuidadosamente avaliado.
Cada caso precisa considerar o tipo de câncer, o momento do tratamento, o estado nutricional, os sintomas presentes e os objetivos terapêuticos do paciente.
Por isso, pacientes com câncer nunca devem iniciar o uso de Mounjaro sem orientação médica e acompanhamento especializado.